João Gonçalves Zarco foi o mais notório dos três povoadores originais do Arquipélago da Madeira. Tendo ficado com a capitania do Funchal, lançou as bases da colonização portuguesa do arquipélago, constituindo-o como uma base para as futuras incursões dos navegadores portugueses para terras mais longínquas, sob a égide do Infante D. Henrique. Foi sobretudo o seu trabalho institucional na organização da sociedade emergente na ilha que o tornou importante, pois estabeleceu um modelo de organização insular mais tarde copiado para outras ilhas, também elas descobertas, colonizadas e desenvolvidas pelos portugueses. Esse modelo culminou, já no século XX, com a autonomia regional que hoje goza, possuindo governo e parlamento regionais, os quais ditam o destino e as opções do arquipélago.
Tornou-se assim no primeiro de uma longa série de nomes portugueses que se ligaram indelevelmente à colonização de ilhas em todo o mundo, as quais não só serviram de pontos de passagem para os marinheiros lusitanos, mas também como locais de estabelecimento da população portuguesa, de difusão da sua cultura e da sua filosofia de vida . Ilhas, como a Madeira, Cabo Verde, Ceilão ( actual Sri Lanka ) ou Timor, testemunhos da passagem de um povo que não precisou de destruir aqueles que encontrou para se poder afirmar e construir uma cultura mundial, antes edificando-a com base no entendimento mútuo.
quinta-feira, maio 13, 2004
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